Paris II

Na segunda visita a Paris criei um roteiro baseado nas dicas de uma revista antiga e de um conhecido que mora na cidade. Para memória futura e para quem quiser tirar ideias aqui fica:

Estadia 3 noites no Ibis La Villette (recomendo totalmente, num local sossegado da cidade, quartos com vista para o rio e perto do metro L7: Corentin Cariou).

Dia 1:

– Catedral Notre Dame

– Câmara Municipal (M: Hotel de Ville)

– bairro Le Marais (restaurantes, lojas muito giras)

  • Ruas Rosiers, Francs-Bourgeois, Archives, Temple
  • Place des Vosges (arquitectura séc. XVII e um jardim)
  • Centro Pompidou

Dia 2:

– Bairro Saint Germain des Prés (comércio e galerias de arte)

  • Ruas Cherche de Midi, Rennes, Blvd. Saint Saint Germain
  • Café de Flore ou Le Deux Magots, Brasserie Lipp

– Caminhe até Pont des Arts

– Jardim das Tulherias

– Plâce de la Concorde e siga pelos Champs Elysées

– Jardim do Luxemburgo

– Concerto gospel numa igreja na Rua Saint-Honoré

Dia 3:

– Museu Rodin (M: Varenne L13)

  • Estátuas “O beijo” e “O pensador”
  • jardins magníficos

– Metro Anvers para Montmartre:

  • Sacré Coeur
  • Place du Tertre
  • bairro Abbesses
  • café Les Deux Moulins (onde foi rodado o filme Amélie)
  • Moulin Rouge

– descer de metro até Trocadéro para ver às horas certas (das 22h à 01h00) a torre Eiffel a brilhar

Dia 4:

– Grand Palais, exposição de Bill Viola (recomendo!)

– loja “merci” (M: L8 – St. Sébastien Froissart, 11 blvd. Beaumarchais). Loja muito gira para comprar lembranças

Anúncios

Paris, je t’aime

Ouvi dizer que Paris é a cidade mais bonita do mundo. Eu nunca estive em todas as cidades do mundo, mas desconfio que a frase é certeira. Cheguei ontem de lá, de uma estadia de 4 dias e ficou a vontade de voltar em breve.

A cidade é realmente deslumbrante. A arquitectura elegante, as mulheres cheias de estilo, e os homens amáveis (bem, a maioria) e muito bem vestidos. Sentei-me na esplanada de um dos famosos cafés parisienses e fiquei simplesmente a observar os locais, e acho que, se não fosse o tempo contado para conseguir ver tudo o que queria, poderia ficar assim horas a fio.

A viagem é fisicamente muito cansativa pois os locais de interesse não ficam muito perto uns dos outros, mas o cansaço vale bem a pena.

1º dia:

Ida à torre Eiffel. Não subi porque a avaria num dos elevadores provoca filas intermináveis de espera (o tempo estimado era de 2 horas!). Nas imediações apanhei os “Bateaux Parisiens” para ver a cidade a partir do Sena, um passeio deslumbrante. No final apanhei o metro (meio de transporte que recomendo por ser muito económico (pack 10 viagens por 12,50€), e por permitir ver e sentir as pessoas da cidade). No final do dia assisti a um concerto de Gospel numa igreja por um coro amador e muito entusiasta. “Gospel Colors” rules!

2º dia:

Estação de metro Anvers (Montmarte) para apanhar o autocarro turístico (o Open Tour). É muito caro (31 euros por 1 dia) mas permite-nos ver em pouco tempo os principais pontos da cidade. À tarde subida a Montmarte para ver o Sacré Coeur e a praça Tertre onde os pintores expõem as suas obras. Montmarte é um bairro muito típico e simpático, boémio. Fui ainda à Cité de la Mode et du Design mas foi realmente uma desilusão. Um edifício de linhas contemporâneas sobre o rio, mas onde apenas estavam patentes duas pequenas exposições sobre moda (uma delas valia a pena, sobre Balenciaga) e meia dúzia de pequenas lojas de design sem nenhum interesse na minha opinião. Este edifício foi inaugurado recentemente e talvez por isso esta “cidade da moda e do design” ainda esteja numa fase muito embrionária.

Passagem obrigatória pelos campos Elíseos, uma avenida animada que convida às compras. Os mais endinheirados fazem as suas nas avenidas Montaigne e George V onde têm presença obrigatória as mais prestigiadas marcas de luxo do mundo. Curioso que estas duas avenidas me pareceram muito mais tristes, sem movimento, com as suas lojas de portas fechadas com respectivos seguranças e preços que fazem o comum dos mortais pensar 50 vezes antes de decidir (ou não) entrar.

No final do dia jantei no McDonald’s (pois claro, pra poupar!) perto da Ópera Garnier, um edifício imponente e deslumbrante.

3º dia:

Rumo ao palácio de Versailles. A melhor forma de ir é apanhar o comboio (RER) desde o centro da cidade até Versailles e seguir 5 minutos a pé até ao palácio. Se possível comprar online o passaporte que permite ter acesso ao palácio+Trianon (casa de Maria Antonieta)+Aldeia de Maria Antonieta+espectáculo Les Eaux Musicales. Não há palavras para descrever a “modesta casa” do “Rei Sol”. Cada divisão mais sumptuosa e surpreendente que a anterior. Quando pensava que não seria possível conseguir ver nada mais espectacular chegava à divisão seguinte e ficava ainda mais surpreendida. Só não entendo como no meio da enorme miséria em que vivia a maioria do povo, não sentiam o mínimo remorso por viverem no meio de tanto fausto (como hoje em dia, some things never change). O melhor é tirar o dia completo para a visita ao Palácio e redondezas. Depois de muito andar ainda pude fazer uma sesta nos jardins em volta (pelos vistos é muito comum as famílias deitarem-se na relva e desfrutarem da natureza envolvente).

4º dia:

Reservei o dia para visitar a famosa loja Colette, nas Tulleries, muito perto do Louvre. A loja tem o que de mais cool se  faz em termos de moda e design. Vi tudo, observei discretamente os clientes e saí sem comprar nada, por supuesto. O artigo mais barato, uma esferográfica por 2 euros, o mais caro um relógio pela módica quantia de 19000 euros (sim, não me enganei nos zeros).

Passeei pela Rue St. Honoré, com as suas lojas cheias de estilo, e entrei na Place Vendôme, onde se encontra a incontornável Chanel. Claro que as mesmas portas fechadas e sérios seguranças não podiam faltar, para mostrar que ali se vendem coisas que não são para o comum dos mortais.

No final entrei nas galerias que dão acesso ao Louvre (este vai ser o lugar a visitar na minha próxima visita, a ver com mais tempo) e descansei no Jardim das Tulherias, onde mais uma vez as pessoas se descalçam e aproveitam o bom tempo e a relva fresca, com vista para o museu mais famoso do mundo.

O hotel Belambra Magendie merece uma menção: resumo boa relação qualidade/preço, com tudo o que é preciso para uma estadia agradável a preço acessível, perto da estação de metro Corvisart (em 10 minutos estava no centro da cidade), num bairro residencial muito sossegado.

Numa próxima vista espero ainda poder subir à Torre Eiffel, fazer os 4 circuitos do Open Tour e visitar o museu Rodin, nos arredores da cidade.

Esta é sem dúvida uma viagem inesquecível, que deixa na lembrança o desejo de voltar.