o factor Trabalho

Estar desempregada durante algum tempo e descrever algumas entrevistas de trabalho podia dar um livro bem interessante. Acho que alguém já se lembrou disso antes. Hoje à mesa do café e com muito tempo livre pus-me a recordar dezenas de entrevistas a que já fui desde que entrei no mercado de trabalho pela primeira vez em 2003. Já me aconteceu de quase tudo. Desde um pequeno empresário da velha guarda de olhar lascivo, a provocações para testar os meus nervos, a ser entrevistada num local em obras e ouvir do outro lado da parede comentários negativos sobre os candidatos, a tratarem-me por “tu”, a pedirem milhares de euros para ter o “direito” de trabalhar associada a determinada marca…enfim, só para mencionar alguns exemplos. Na situação que Portugal atravessa parece-me que das duas três: candidaturas sem qualquer resposta, ou as situações “bizarras” tornam-se cada vez mais frequentes. Não gosto de me queixar muito, é uma seca, desanima, e não resolve nada. Mas a desvalorização do “factor trabalho” está a tornar-se um hábito. Demasiadas empresas esquecem-se que por detrás de cada curriculum está uma pessoa, uma história. Sem querer pare(ser) piegas, parece-me que aquilo que alguns metem ao bolso nos querem retirar em dignidade. Estamos desempregados, não somos desempregados. E o trabalho é muito mais do que um factor.

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