Mafaldisses
Janeiro 29, 2011
Há livros que são tão bons que nos apetece que nunca mais acabem. O “Mafaldisses”, da Mafalda Ribeiro, para mim é um desses. Um destes dias lá apareceu ela na tv, mais uma vez, sempre com um sorriso de orelha a orelha, olhar limpo, vivo, alegre. A sua estatura física é inversamente proporcional à grandeza da sua personalidade, enorme, generosa. A fragilidade dos seus ossos “de vidro” contrasta com a força de carácter. Vontade de ferro, inteligência sensível, um coração inteligente. A sua mobilidade é limitada, mas não deixa de fazer nada graças à sua cadeira de rodas, uma extensão do seu corpo, não uma barreira, segundo ela, aos muitos amigos que foi fazendo ao longo do tempo, e a um espírito dinâmico. Vale a pena ler…ah, e ainda a propósito do post anterior, coincidência ou não, a primeira página do livro começa assim:
“E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.
Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.” II Coríntios 12: 9-10
Paulinas
Agosto 4, 2010
A Livraria Paulinas, na Rua de Cedofeita, 355 no Porto, é uma livraria diferente. Vale a pena uma visita, podem crer. A atmosfera é serena e o atendimento é especial. Se passarem por lá vão entender porquê. Os livros e artigos à venda são deliciosos, páginas repletas de Sabedoria que nos recordam o que é realmente importante. Os preços são económicos, o difícil é mesmo escolher..
Mandela’s way
Junho 30, 2010
Por motivos óbvios a África do Sul anda na ordem do dia. Terra de contrastes, misturas, surf e berço de um líder incontornável: Mandela. Ando a ler um livro em que relata a sua vida, revelando ser um homem complexo, inteligente, um grande estratega. Ontem à noite, antes de adormecer, li uma passagem que me tocou porque acredito que os verdadeiros líderes vêm para servir:
“And when you have won over your enemy, Mandela said, never gloat. The time of your greatest triumph is the time when you should be most merciful. Do not humiliate them under any circumstances. Let them, in fact, save face. And then, Mandela said, you will have made your enemy your friend”. Stengel, Richard, “Mandela’s way: Lessons on life”, 2010
Wishlist
Dezembro 12, 2009
“Que livros recomendas?” – perguntaram-me. “Hmm…não me lembro de nenhum…” . Pensando melhor aqui ficam alguns que ando a catrapiscar há algum tempo.
- “Sinto muito“, do Nuno Lobo Antunes
- “Onde há crise, há esperança“, do Pe. Vasco Pinto de Magalhães, 365 pensamentos construtivos, uma reflexão para cada dia do ano
- “Servidão Humana“, do Sommerset Maugham
- “Vencer“, do Jack Welch
- “Speculations & Trends – Tendências 2010-2012“, de Pedro Barbosa, recentemente lançado
- “Raparigas de Sucesso“, da Hannah Seligson
- todos os livros da Mafalda…
- “O Principezinho“, do Saint Exupéry, o meu mais recente livro de cabeceira. Repesquei-o da estante onde permanecia imóvel há mais de 20 anos. Um bombom em forma de livro :)
Jobs for the Girls
Novembro 13, 2009
Hannah Seligson teve uma boa ideia. Não é inovadora, mas não deixa de ser uma boa ideia. Compilar num livro experiências laborais próprias e de mulheres bem sucedidas que podem ajudar as novatas na sua entrada no mercado. E quem já por lá passou sabe que pode não ser nada fácil. Ainda não possuo uma vasta experiência profissional, mas também não me considero uma principiante, no entanto penso que talvez não tivesse cometido alguns erros se tivesse lido anteriormente um livro como este. A pensar no Natal…

Qual é o teu Sonho? (cont.)
Março 2, 2009
Terminei de ler o livro…e que livro!…
Boas leituras!
Fomos contagiados por um vendedor de ideias que nos ensinou a não negar o que somos. Antes deste contágio, éramos todos “normais”, estávamos todos doentes. Queríamos de alguma forma ser deuses, sem saber que ser deus é andar sobrecarregado, tenso, pesado, com o compromisso neurótico de ser perfeito, de se preocupar com a imagem social, de dar importãncia vital à opinião alheia, de se cobrar, punir-se, exigir. Perdemos a leveza do ser. Parecíamos mortos-vivos engessados pelos nossos pensamentos estreitos. Fomos educados para trabalhar, crescer, progredir e, infelizmente, também para ser especialistas em trair a nossa essência no diminuto parêntese do tempo em que existimos. Em que fábrica de loucura vivemos? (…)
O Deus que se oculta nos bastidores do teatro da existência é generoso. A sua capacidade de perdoar não tem bom senso, estimula-nos a carregar os que nos frustam tantas vezes quantas forem necessárias. (…)
Finge que és normal, Bartolomeu!
Qual é o teu Sonho?
Fevereiro 25, 2009
- Quando considero a brevidade da existência dentro do pequeno parêntese do tempo e reflicto sobre tudo o que está além de mim, enxergo a minha pequenez. Quando considero que, um dia, tombarei no silêncio de um túmulo, tragado pela vastidão da existência, compreendo as minhas extensas limitações e, ao deparar-me com elas, deixo de ser deus e liberto-me para ser apenas um ser humano. Saio da condição de centro do universo para ser apenas um transeunte nas trajectórias que desconheço… extraído de Cury, Augusto, “O Vendedor de Sonhos”.

Ainda não terminei de o ler, ainda vou a meio, mas a leitura promete. Faz-me recordar que tenho de pôr mãos à obra e desnudar-me de ideias, sentimentos, preconceitos no percurso em direcção a uma vida melhor, mais autêntica, com mais sabor.
Já agora, e não menos importante
a Livros d’Hoje compromete-se a realizar o sonho do leitor considerado mais original pelo próprio Cury. Basta para isso escrevê-lo no postal disponível no interior do livro e enviá-lo pelo correio (…e viva o marketing!). O vencedor será anunciado no dia 4 de Maio.
“O Código da Inteligência”
Janeiro 12, 2009
Já lá vai o tempo em que o velhinho QI ditava a genialidade ou a condenação ao fracasso. Felizmente este é um fenómeno complexo, carregado de nuances, como tudo o que diz respeito à humanidade. Da inteligência emocional e social de Goleman, até à inteligência espiritual (o que quer que isso seja), abundam nos escaparates referências a este fenómeno indecifrável na sua totalidade.
Com um título sonante, porque o tema assim o exige, “O Código da Inteligência” revela-se um livro de leitura amena, desvendando em linguagem simples os seus diversos matizes: a autocrítica, a resiliência, o altruísmo, o debate de ideias, o carisma, a intuição criativa, a gestão da emoção. Tenho muito que aprender!!. Não é um livro de auto-ajuda. Augusto Cury, mais do que um escritor é um investigador que partilha com simplicidade a sua experiência de médico, pai e professor. Porque como dizia um conhecido meu, com a autoridade de uma idade e uma lucidez muito respeitáveis: “Inteligência é saber viver, e viver bem”.

Gosto de sublinhar os livros, de sentir o seu cheiro, velho ou novo, da sua capa, de tocar a textura do papel. Gosto de escrever nas suas margens, em jeito de diálogo com o autor.
Dizem que um livro é um bom amigo…pode ser. Se assim é, este é um deles. Da Editora Pergaminho.


